3 de outubro de 2008

Just for you baby (também tenho direito a lamechices de vez em quando)



I know a place where I can go when I'm alone
Into your arms whoa into your arms I can go
I know a place that's safe and warm from the crowd
Into your arms whoa into your arms I can go

And if I should fall I know I won't be alone
Be alone anymore

I know a place where I can go when I'm alone
Into your arms whoa into your arms I can go
I know a place that's safe and warm from the crowd
Into your arms whoa into your arms I can go

So if I should fall I know I won't be alone
Be alone anymore

I know a place where I can go when I'm alone
Into your arms whoa into your arms I can go
I can go...

27 de agosto de 2008

Veraníssimo

A minha incursão pelo Verão está a terminar.

Já se publicitam os últimos festivais de música, os biquinis estão mais baratos que um maço de tabaco e o saldo da minha conta anuncia o fim do investimento na indústria das bebidas espirituosas.

No meio de tanta festa, concerto e noitada, consegui escapar a 4 operações stop (duas na mesma noite), depois de dar por mim com sentimentos suicidários - consequência de várias horas a desrespeitar a distância de segurança que se deve manter dos concertos de reggae.

Montei e desmontei tendas, gastei as havaianas no caminho para a praia, perdi o carro no parque de estacionamento de um certo festival no alentejo, matei o meu telemóvel com areia e água do mar.

Ouvi alguém procunciar 'Quando eu fizer o meu próprio Sudoeste..." e fiquei com muito medo. Fui empurrada, atirada e pisada pela massa humana indefinida e fiz mosh a 10 centímetros de um sujeito de 140kg. Dei cabo dos tímpanos e dos pés na pista de dança.

Dancei em cima da coluna na discoteca da moda, no meio das amigas. Fui a jantares de aniversário e festas temáticas - felizmente, porventura sinal da crise económica, ninguém se casou (o que também significa que não houve despedidas de solteira). Gastei o equivalente ao orçamento anual de um pequeno país africano em bebidas brancas.

Constipei-me várias vezes e concluí, de uma vez por todas, que apesar de toda a conversa sobre o aquecimento global, Portugal ainda não é um país tropical.

29 de julho de 2008

Quem é o gostosão daqui?! Hino de Verão!!!

Inevitavelmente verão

Gosto do Verão. Gosto com todas as letras, de paixão. Se eu fosse uma estação era esta que escolhia. Agrada-me tudo:
-o ar perdido dos turistas a estudar os mapas nos meandros da cidade
- as roupas coloridas e mal combinadas
- as frutas.... a melância, os pêssegos e as meloas
- chegar a casa estourada e ir directa para a banheira
- passar toda a semana a pensar: "no sábado, tenho que ir para a praia"
- o linguajar dos imigrantes franceses
- a confusão das familias na praia
- ouvir as gaivotas a rasgar o céu e pensar no privilégio que é poder voar
- os dias de calor sufocante em que o simples acto de respirar é cansativo
- o torpor lento dos finais de tarde
O Verão é magia pura, é samba dançado ao som do batuque e da luz. É tempo de celebração.


23 de julho de 2008

Admito: sou loira

Hoje vou utilizar esta coisa maravilhosa que é a tecnologia do séc. XXI e a world wide web para partilhar com o mundo (!) algumas das coisas que eu pura e simplesmente não consigo compreender e que me tiram o sono. Agradeço todas as tentativas de resposta às minhas dúvidas insurmontáveis mas estou como a princesa da outra história: duvido que haja alguém que me consiga surpreender…

Passo então a listar (longamente) e advirto que as minhas dúvidas balançam entre o campo político, o da moda e o mais que vier à rede.

1) O esgar do Marcelo Rebelo de Sousa.
Alguém me consegue explicar o que é aquilo? Não é um sorriso com certeza porque o dito Professor pontua os mais dramáticos comentários com aquele repuxar de face que me arrepia de medo… Estou em crer que o senhor é parente do Joker, o arqui-inimigo do Batman – é que aquilo não pode ter outra explicação.

2) O cabelo do Paulo Portas…
Mas esse eu já deixei de tentar compreender. Recorri a todos os meus contactos com conhecimentos capilares e garanto-vos que ninguém me sabe dizer se aquilo é capachinho, implante, permanente ou um mamífero em agonia (neste último caso, talvez seja melhor alertar a Protectora dos Animais). De qualquer das formas, seria melhor o Sr. Deputado Paulo Portas partilhar o segredo com o seu colega Diogo Feyo porque, para aqueles lados, começa a parecer a barragem do Alqueva em pleno Alentejo.

3) Os biquinis de peças diferentes.
Tenho calafrios de cada vez que vejo uma parte de cima aos quadradinhos vermelhos com uma parte de baixo às bolinhas douradas. Eu sou instruída, vejo revistas e desfiles de moda, percebo os corsários, percebo a razão de ser dos compensados de plástico, até dou de barato as bandeletes às bolinhas brancas e as paranóias das adolescentes por acessórios com a Puka ou a Kitty… mas biquinis que não combinam, tenham dó! Tão pouco tecido e tanta falta de gosto.

4) O pré-estágio da pré-época do campeonato português de futebol.
O Benfica (ou para o mesmo efeito, qualquer um dos restantes ‘grandes’ clubes portugueses) vai jogar com os Matacães de V.N. da Rabona, perde e ainda assim tem direito a primeiras páginas nos jornais desportivos e 15 minutos no jornal da noite!? Mas o mundo do futebol é inextrincável e vai merecer, nos próximos tempos, vários posts sobre os seus paradoxos, paradigmas e dialécticas.

5) As tias que vão para a praia carregadinhas de oiro.
Sou capaz de lhes apontar uma série de razões para não o fazerem: podem ver-se involuntariamente levadas nalgum arrastão protagonizado por jovens delinquentes acalorados, correm o risco de se afogar caso entrem no mar (sim, porque sendo verdadeiro o oiro é pesadito), ficam com as marcas do bronzeado delineadas pelos cordões, pendentes, pulseiras e anéis, enfim… A única explicação que encontro e me parece minimamente plausível é uma vontade inconsciente de serem confundidas com uma arca do tesouro e terem a sorte de ver aparecer o Jonny Depp.

6) Porque é que os Delfins, se acabaram de vez, insistem em fazer mais uma tournée?
Não é necessário, garanto-vos! Merecem descanso, gozar a reforma, fazer férias (permanentes) nos Barbados, venderem à MTV os direitos de difusão das imagens dos seus apartamentos de estrela do pop (queriam eles, hihihi!!), qualquer coisa. Se decidissem parar efectivamente por agora, as pessoas ainda podiam ficar com uma réstia de nostalgia, como aconteceu quando morreu o Jim Morrison ou o Ottis Reding ou outros que nos deixaram inesperadamente. Assim, só vamos mesmo é contar os dias que faltam para os Delfins meterem a viola ao saco.

Estas são apenas algumas das questões ontológicas com que me debato actualmente. Acho, no entanto, que vou passar a ter esta rúbrica 'Admito: sou loira' actualizada semanalmente porque desde que os Monty Python deixaram de produzir, o Universo parece muito mais difícil de compreender...


14 de julho de 2008

Verão

O verão angustia-me.

É a mais pura verdade…

Não é pelo facto de apanhar trânsito para ir para a praia, nem por ter que levar com areia na cara quando um grupo de matulões decide jogar à bola perto da minha toalha. Também não são as criancinhas aos berros de “ó mãe dá-me 1 gelado!!!”, nem o frango assado da sempre presente e numerosa família típica do fim-de-semana.

Não fico angustiada, tão pouco, com a estupidez que grassa na televisão durante o Verão (há, certamente, muitos artistas musicais que só aparecem na caixa mágica durante os meses de Julho e Agosto), nem com a Volta a Portugal e o saudosismo dos mais velhos da altura em o país parava para a ver passar.

A minha angústia não provém do facto de ter que passar por adolescentes em biquini, muito mais vitaminadas e morenas do que eu, atirando-me à cara a força inelutável da lei da gravidade (que o outro só descobriu quando lhe caiu a maçã em cima mas que todas as mulheres já intuíam há muito).

Este desânimo também não se deve à perversidade das indústrias produtoras de gelado que, todos os anos no Verão, encontram novas formas de pôr um fim à dieta mais bem intencionada.

Não fico assim devido à ameaça cancerígena do sol fora dos horários recomendados, nem por ter que gastar mais tempo na eliminação de todos aqueles pelos e pelinhos que dão muito mais nas vistas sob a luz natural do sol de Agosto.

Não me sinto assim apenas porque as modas musicais do verão são decadentes e pirosas e porque, ainda assim, todos os que se encontram na pista de dança da discoteca mais badalada insistem em olhar para o tecto, apontando, enquanto berram “I wanna fly so high…”.

Também não se deve ao facto de algumas cidades ficarem, nestes meses de verão, desertas de pessoas e repletas de turistas – seres estranhos que comunicam numa língua diferente enquanto, nos seus trajes espalhafatosos e sempre desenquadrados, brandem furiosamente máquinas fotográficas ou de filmar, telemóveis e mapas, garrafas de água e leques.

Penso que a principal razão da minha angústia se deve ao facto de, precisamente, no verão não se poder estar triste. No verão todos querem ser felizes.

Longe do trabalho, longe de casa, sem horários, com calor e sol a rodos, com a possibilidade de beber álcool a qualquer hora do dia, sair todas as noites, dormir até tarde, possibilidade de fazer novas conquistas amorosas, não se tem autorização para estar triste. As virtualidades do enorme sorriso estampado na cara de todos provêm ‘deste solzinho’, vive-se o dia a dia e, principalmente, procuram-se esquecer todos os problemas que nos atormentam. O verão é uma panaceia para muitos males. Coloca-se a vida em suspenso e ‘aproveita-se o verão’.

Toda esta pressão para ser feliz põe-me assim… angustiada…

18 de junho de 2008

Tango - a paixão dançada


Estamos no Verão e para nós, sempre ocupadas com questões de ciência, beleza, moda e coisas que tal, também nos assalta a preocupação de ter de vestir o biquini... Seria um cliché fazer uma inscrição no ginásio nesta altura do campionato. Passaríamos, seguramente, pelas desesperadas pela forma perdida ou em vias disso. Mas nada de sobressaltos, há alternativas.

Depois de uma manhã muitissimo inspirada, em que dou por mim a dançar no hall de entrada de minha casa, tenho andado a magicar nisto. A inscrição num curso de dança pareceu-me uma boa ideia. Mas não imaginem aquelas dancitas básicas, passo a passo, vira para a esquerda e esbarra na rapariga que está ao lado! Nada disso, pensem em grande. Como diria alguém, pensem com moral!

Para vocês perceberem bem daquilo que estou a falar deixo-vos dos vídeos que julgo que serão bastante instrutivos. Um deles é, mais soft... doce e tal a meia luz... básico! O outro, que prefiro de longe, é o prazer da dança puro. Ali diz-se tudo sem uma palavra, são dois corpos que se enlaçam e desenlaçam com a determinação das ondas do mar. Lindo! Dêem uma espreitadela.